quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Acho que meu filho é autista. E agora?


Para os pais, a chegada do bebê não vem sozinha, vem naturalmente acompanhada por expectativas e sonhos para a vinda do tão esperado filho. Neste contexto surgem também idealizações e projetos que cada mês tendem a crescer. Porém, logo nos primeiros 24 meses, de vida da criança, quando as habilidades necessárias a cada fase deixam de aparecer e simultaneamente surgem um conjunto de comportamentos inadequados e até mesmo esquisitos, aparece uma grande preocupação, pois acende uma luz vermelha como sinal de alerta, mostrando que há algo que merece uma análise rigorosa de um médico neuropediatra ou psiquiatra infantil em FUNDAMENTAL importância, pois são os que possuem qualificações para fechar o laudo e encaminhar aos tratamentos adequados.
Quanto mais cedo os pais buscarem ajuda, maiores as chances da criança vencer os atrasos no seu desenvolvimento. Isso acontece devido a plasticidade neural, que é um grande número de neurônios que todos temos ao nascer e ao longo do tempo perdemos. Até os sete anos acontece a primeira "poda neural", que em síntese é uma perda que temos dos neurônios que não foram utilizados. É por esse motivo que a terapia tem maior sucesso quando é precoce.
No caso do TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), a criança necessita de uma equipe multidisciplinar, visto que, neste transtorno existem atrasos em várias áreas, mas o que é mais importante ressaltar é que as terapias devem seguir a linha comportamental. Neste contexto é que entra a terapia ABA, considerada a mais eficiente, sendo esta comprovada cientificamente. Ressalto como grande diferencial desta terapia a avaliação contínua que é feita do paciente medindo sempre os ganhos e ajustando a cada sessão para que o paciente não estacione. No Ibadi (Instituto Balsense do desenvolvimento Infantil), os pacientes têm uma terapia personalizada, feita especialmente pra ele, pois assim como não existe nenhum autista igual ao outro também não existe uma terapia igual, cada paciente tem seu PEI (Plano de Ensino Individualizado).
Outro diferencial que posso ressaltar é a acessoria que os pais recebem para poder dar sequência ao tratamento de seu filho em casa. Isso acontece para que o tratamento se torne menos oneroso para a família, pois quanto maior o número de horas a criança for estimulada, maiores as chances de sucesso.
Ao receber uma criança/adolescente intervimos também na sua vida escolar realizando o processo de inclusão, auxiliando as escolas na construção do PEI (Plano de Ensino Individualizado) documento que por lei a criança tem direito, nas adaptações curriculares, nas estratégias de ensino, no treinamento de seus professores e tudo que envolve a sua inclusão, pois a escola não pode ser um local apenas de socialização, mais sim um ambiente que promova o aprendizado. Por esta razão, acompanho e dou todo suporte que for preciso.

Dra. Benilde Miranda, Terapeuta Especialista em Autismo.
Trabalha atendendo crianças, orientando famílias, dando consultorias, supervisões a novos profissionais, cursos, formações e palestras através do IBADI (Instituto Balsense do Desenvolvimento Infantil). Para maiores informações entre em contato: @institutobalsense, telefones (99) 98122-8770 e (99) 3541-7495.




Material Complementar:
Livro: Com amor, Anthony (Lisa Genova)
Livro: Mãe, Me Ensina a Conversar - Vencendo o Autismo com Amor (Dalva Tabachi)

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