"A desconfiança do autismo surgiu pois o Henrique tinha comportamento restrito, ou seja, ele gostava só de uma coisa era tudo repetido, ele gostava de coisas que crianças que não tem esse transtorno não gosta, como por exemplo código de barra. Ele também gostava de ficar sozinho quando vinha algumas pessoas aqui em casa, ele não queria ficar perto das pessoas e começava a chorar. Não se tinha o contato de olho no olho. A questão do atraso da fala também foi uma desconfiança, pois só agora que ele tá começando a falar algumas coisinhas.
Quando recebi a notícia do autismo não foi fácil, tanto que eu não aceitei logo de imediato, todos os médicos dizem que tem o período da aceitação, então eu tive que passar por esse período porque é um choque é bem difícil você saber que seu filho tem autismo. Do que eu tinha mais medo quando soube do autismo era do Henrique se tornar uma criança agressiva de ser aquela criança que se machuca, mais graças a Deus ele não faz isso.
O Henrique faz tratamento de fonoaudiologia, terapia ocupacional e é acompanhado por um psiquiatra também. Ele estuda e o desenvolvimento dele até que esta bem para a idade dele na escola, ele não conversa na escola, a professora disse que ele apresta atenção mais ele não fala.
A maior dificuldade no dia a dia é quando ele quer fazer só uma coisa, ele quer só aquilo e as vezes eu não sei como mudar, ai as vezes ele entra em crise quando ele quer bastante fazer aquela coisa e eu não deixo.
A relação dele com o irmão é meio complicada, eles brigam muito pois o Henrique quer muito atenção, quando o Victor tá com algum brinquedo o Henrique pega e eles acabam brigando, ou seja, o Henrique fica melhor quando ele tá sozinho que é o que ele mais gosta mesmo, isso já devido ao transtorno do tea.
O Henrique está bem melhor depois do diagnostico, pois quando mais cedo se começa o tratamento melhor para a criança.
Ser mãe de uma criança autista não é fácil, mais também não é aquela coisa de dizer que é o fim do mundo, todos os dias eu aprendo coisas com o Henrique, porque eu vejo de uma forma e o Henrique me ensina que pode se ver de outra forma, pra mim ser mãe de um autista é maravilhoso, se eu pudesse mudar eu não sei se mudaria pois eu já me apeguei ao Henrique do jeito que ele é."
Denize tem 26 anos, mãe do Henrique de 3 anos que tem autismo e do Victor Gabriel de 8 anos.




