quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Como é ser mãe de uma criança autista?

"A desconfiança do autismo surgiu pois o Henrique tinha comportamento restrito, ou seja, ele gostava só de uma coisa era tudo repetido, ele gostava de coisas que crianças que não tem esse transtorno não gosta, como por exemplo código de barra. Ele também gostava de ficar sozinho quando vinha algumas pessoas aqui em casa, ele não queria ficar perto das pessoas e começava a chorar. Não se tinha o contato de olho no olho. A questão do atraso da fala também foi uma desconfiança, pois só agora que ele tá começando a falar algumas coisinhas.
Quando recebi a notícia do autismo não foi fácil, tanto que eu não aceitei logo de imediato, todos os médicos dizem que tem o período da aceitação, então eu tive que passar por esse período porque é um choque é bem difícil você saber que seu filho tem autismo. Do que eu tinha mais medo quando soube do autismo era do Henrique se tornar uma criança agressiva de ser aquela criança que se machuca, mais graças a Deus ele não faz isso.
O Henrique faz tratamento de fonoaudiologia, terapia ocupacional e é acompanhado por um psiquiatra também. Ele estuda e o desenvolvimento dele até que esta bem para a idade dele na escola, ele não conversa na escola, a professora disse que ele apresta atenção mais ele não fala.
A maior dificuldade no dia a dia é quando ele quer fazer só uma coisa, ele quer só aquilo e as vezes eu não sei como mudar, ai as vezes ele entra em crise quando ele quer bastante fazer aquela coisa e eu não deixo.
A relação dele com o irmão é meio complicada, eles brigam muito pois o Henrique quer muito atenção, quando o Victor tá com algum brinquedo o Henrique pega e eles acabam brigando, ou seja, o Henrique fica melhor quando ele tá sozinho que é o que ele mais gosta mesmo, isso já devido ao transtorno do tea.
O Henrique está bem melhor depois do diagnostico, pois quando mais cedo se começa o tratamento melhor para a criança.
Ser mãe de uma criança autista não é fácil, mais também não é aquela coisa de dizer que é o fim do mundo, todos os dias eu aprendo coisas com o Henrique, porque eu vejo de uma forma e o Henrique me ensina que pode se ver de outra forma, pra mim ser mãe de um autista é maravilhoso, se eu pudesse mudar eu não sei se mudaria pois eu já me apeguei ao Henrique do jeito que ele é."
Denize tem 26 anos, mãe do Henrique de 3 anos que tem autismo e do Victor Gabriel de 8 anos.

O Modelo TEACCH

O Modelo TEACCH® (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children) foi criado em 1971 por Eric Schopler e seus colaboradores americanos da Universidade da Carolina do Norte e é um programa que trabalha o autista ao longo de sua vida, independente da faixa etária.
O objetivo principal é ajudar a pessoa com autismo a se desenvolver da melhor maneira de modo a atingir o máximo de autonomia na idade adulta e pode ser utilizado em casa, na escola e no ambiente terapêutico.
O ensino estruturado envolve uma minuciosa avaliação individual que vai nos guiar sobre a forma como iremos estruturar os materiais do indivíduo. Na escola, nada do currículo será mudado, apenas adequado de forma tal que a criança entenda o que está sendo solicitado. Existem etapas que devem ser respeitadas e são pré-requisitos para que a criança passe para as etapas seguintes.
Após a avaliação, é realizado um planejamento e, em seguida, a estruturação do material. O ensino estruturado não ocorre apenas em ambiente escolar, mas também em casa, no trabalho, nas terapias e quaisquer outros locais que o indivíduo com TEA frequente.
Por ser algo que está em constante mudança visando melhorar sempre, é necessário estar sempre buscando atualização no tema. O TEACCH ® não é um método, mas sim um programa cujo objeto é promover o máximo de independência possível aos autistas de qualquer faixa etária.
Para atuar com o ensino estruturado, o profissional deve estar sempre se atualizando com cursos e supervisões, pois ele está em constante mudança para proporcionar o maior nível de independência possível para o indivíduo.
- Neuza Vieira, Fonoaudióloga, Especialista em distúrbios de aprendizagem e Especializada em ensino estruturado e Psicopedagogia.

Material Complementar:
Livro: Autismo, Linguagem e Educação - Interação Social no Cotidiano Escolar (Silvia Ester Orrú)









quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Os símbolos que representam o autismo


O dia 2 de abril é considerado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
Muitos movimentos tem acontecido tanto na internet, quanto em espaços públicos, até o dia 2 de abril muitos dos
símbolos relacionadas à causa do autismo aparecerão por aí. Para maior entendimento do significado desses símbolos continue a leitura!
A cor que representa o autismo é Azul, mais você sabe porque? É porque o azul representa a maior incidência de casos no sexo masculino. No Dia Mundial de Conscientização do Autismo vários monumentos de várias partes do mundo ficam iluminados nessa cor.


http://www.informativoregional.net/geral/02-de-abril-dia-mundial-de-conscientiza%C3%A7%C3%A3o-do-autismo-1.1967899



O Laço da Conscientização do Autismo contém diferentes cores com tom intenso.
As diferentes cores e formas representam a diversidade de pessoas e famílias que convivem com o transtorno. As cores fortes significam esperança em relação aos tratamentos e à conscientização da sociedade em geral.


http://www.drarenatascatena.com.br/autismo.html




Referências:







Acho que meu filho é autista. E agora?


Para os pais, a chegada do bebê não vem sozinha, vem naturalmente acompanhada por expectativas e sonhos para a vinda do tão esperado filho. Neste contexto surgem também idealizações e projetos que cada mês tendem a crescer. Porém, logo nos primeiros 24 meses, de vida da criança, quando as habilidades necessárias a cada fase deixam de aparecer e simultaneamente surgem um conjunto de comportamentos inadequados e até mesmo esquisitos, aparece uma grande preocupação, pois acende uma luz vermelha como sinal de alerta, mostrando que há algo que merece uma análise rigorosa de um médico neuropediatra ou psiquiatra infantil em FUNDAMENTAL importância, pois são os que possuem qualificações para fechar o laudo e encaminhar aos tratamentos adequados.
Quanto mais cedo os pais buscarem ajuda, maiores as chances da criança vencer os atrasos no seu desenvolvimento. Isso acontece devido a plasticidade neural, que é um grande número de neurônios que todos temos ao nascer e ao longo do tempo perdemos. Até os sete anos acontece a primeira "poda neural", que em síntese é uma perda que temos dos neurônios que não foram utilizados. É por esse motivo que a terapia tem maior sucesso quando é precoce.
No caso do TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), a criança necessita de uma equipe multidisciplinar, visto que, neste transtorno existem atrasos em várias áreas, mas o que é mais importante ressaltar é que as terapias devem seguir a linha comportamental. Neste contexto é que entra a terapia ABA, considerada a mais eficiente, sendo esta comprovada cientificamente. Ressalto como grande diferencial desta terapia a avaliação contínua que é feita do paciente medindo sempre os ganhos e ajustando a cada sessão para que o paciente não estacione. No Ibadi (Instituto Balsense do desenvolvimento Infantil), os pacientes têm uma terapia personalizada, feita especialmente pra ele, pois assim como não existe nenhum autista igual ao outro também não existe uma terapia igual, cada paciente tem seu PEI (Plano de Ensino Individualizado).
Outro diferencial que posso ressaltar é a acessoria que os pais recebem para poder dar sequência ao tratamento de seu filho em casa. Isso acontece para que o tratamento se torne menos oneroso para a família, pois quanto maior o número de horas a criança for estimulada, maiores as chances de sucesso.
Ao receber uma criança/adolescente intervimos também na sua vida escolar realizando o processo de inclusão, auxiliando as escolas na construção do PEI (Plano de Ensino Individualizado) documento que por lei a criança tem direito, nas adaptações curriculares, nas estratégias de ensino, no treinamento de seus professores e tudo que envolve a sua inclusão, pois a escola não pode ser um local apenas de socialização, mais sim um ambiente que promova o aprendizado. Por esta razão, acompanho e dou todo suporte que for preciso.

Dra. Benilde Miranda, Terapeuta Especialista em Autismo.
Trabalha atendendo crianças, orientando famílias, dando consultorias, supervisões a novos profissionais, cursos, formações e palestras através do IBADI (Instituto Balsense do Desenvolvimento Infantil). Para maiores informações entre em contato: @institutobalsense, telefones (99) 98122-8770 e (99) 3541-7495.




Material Complementar:
Livro: Com amor, Anthony (Lisa Genova)
Livro: Mãe, Me Ensina a Conversar - Vencendo o Autismo com Amor (Dalva Tabachi)

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Entendendo o Autismo

O autismo é uma síndrome geralmente diagnosticada entre os 2 e 3 anos de idade, que é caracterizada por problemas na comunicação, na socialização e no comportamento, que faz com a criança apresente algumas características específicas, como dificuldade na fala e em expressar ideias e sentimentos, mal-estar em meio aos outros e pouco contato visual, além de padrões repetitivos e movimentos estereotipados, como ficar muito tempo sentado balançando o corpo para frente e para trás.


A Dra. Benilde Miranda é Terapeuta Especializada em autismo, psicopedagoga,
neuropedagoga, pós graduanda em Inclusão, pós graduanda em Saúde Mental. Há 10 anos se dedica ao estudo intensivo de métodos de intervenção para pessoas com autismo, movida inicialmente pela necessidade pessoal de buscar tratamento eficaz ao seu filho Rafael, criança autista.
Para melhor compreensão do autismo no vídeo a seguir a Dra. Benilde Miranda nos explica sobre o assunto.


“Não prejudique uma criança!
É muito comum quando os pais percebem algum atraso no desenvolvimento de seu filho buscarem aconselhamentos de pessoas próximas: uma avó, vizinha ou até mesmo da professora, afinal ela está diariamente com os pequenos e possuem larga experiência com os mesmo!!! Como também é muito comum que estes aconselhamentos venham com a "típica frase": Não se preocupe mamãe! Cada criança tem o seu tempo!! Na verdade não é uma mentira que cada criança tem seu tempo, desde que esse tempo esteja dentro do padrão de desenvolvimento esperado a cada idade... Porém, esta é uma frase bem perigosa pois "tranquiliza e acomoda" os pais a ponto de perderem tempo na busca do desenvolvimento de seu filho! Tenho visto com grande frequência crianças chegarem aos consultórios num tempo bem posterior ao momento da desconfiança dos pais, e obviamente houve uma perda de tempo significativa para buscar as habilidades necessárias a esta criança! Por este motivo faz-se necessário deixar a avaliação para os profissionais para que tenhamos a cada dia um numero maior de intervenção precoce para os pequenos!!! Na dúvida, faça opção pelo excesso e não pela ausência de atitudes, desta forma você estará fazendo o maior bem ao seu filho!"
Benilde Miranda, Terapeuta Especialista em TEA.

“O autismo não se cura, se compreende.” Autismo Ávila


Referência:
Instagram: @institutobalsense

Material Complementar:
Livro: O desenvolvimento do Autismo - Social, Cognitivo, Linguístico, Sensório-Motor e Perspectivas Biológicas (Thomas L. Whitman)
Livro: O Cérebro Autista - Pensando através do espectro (Temple Grandin e Richard Panek)




Como é ser mãe de uma criança autista?

"A desconfiança do autismo surgiu pois o Henrique tinha comportamento restrito, ou seja, ele gostava só de uma coisa era tudo repetido...